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quarta-feira, 17 julho 2024
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Caso Victor Bonato: advogadas de influencer acusado de crimes sexuais dizem que vão ‘provar sua inocência’

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Depois de quase 60 dias de prisão, o influenciador e líder evangélico de Barueri, Victor Bonato, teve a liberdade concedida pelo juiz da 2ª vara Criminal da Comarca de Barueri, Fabio Calheiros do Nascimento.
Bonato, que é um dos fundadores do movimento religioso Galpão em Alphaville, é acusado de crimes sexuais contra três mulheres, duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos. O juiz rejeitou um pedido para converter a prisão temporária de Bonato em preventiva, mas aceitou parte da denúncia para que o réu responda por crimes sexuais.

Na decisão, o influencer foi proibido de se aproximar das três mulheres a menos de 200 metros, manter contato com elas e com os familiares delas por qualquer meio. Bonato também está proibido de deixar o país e deverá permanecer em casa durante a noite e em dias de folga. Em caso de descumprimento destas medidas, ele poderá ser preso novamente.

As advogadas

As advogadas Graciele Queiroz e Samara Batista que defendem Victor Bonato, alegam que o próximo passo é demonstrar com toda prova já produzida e que ainda será produzida que Victor é inocente.
“A verdade será trazida aos autos e Victor será colocado na condição que lhe é de direito, a de inocente”, esclareceram as advogadas.

Entenda o caso

Victor Bonato foi preso temporariamente há 60 dias, após ser acusado de estuprar três mulheres. As vítimas, frequentadoras do espaço onde ocorriam os cultos, são duas estudantes de medicina, de 19 e 20 anos, e uma empresária de 24 anos. Elas denunciaram que Bonato usava sua “influência” no Galpão para manipulá-las e obrigá-las a manter relações sexuais com ele, crimes supostamente cometidos entre janeiro e setembro deste ano.

Os incidentes teriam ocorrido na casa de Bonato, para onde ele convidava as mulheres para assistir filmes. Lá, elas alegam que o influencer as tocou sem consentimento e as forçou a praticar sexo oral. Os depoimentos também mencionam agressões físicas, como “tapas fortes”, durante os atos sexuais. Uma das vítimas afirmou que ele “sempre exigiu que nada fosse falado para ninguém.”

Pedido de perdão pelos pecados

Na véspera da prisão, Bonato gravou vídeo em suas redes sociais no qual confessa ter cometido “pecados” e pede “perdão às meninas”, mas sem mencionar os atos. Ele também pede perdão às mulheres que “defraudou”, que tem o significado de mentir e enganar outra pessoa.

Seis dias após a prisão de Bonato, em 26 de setembro, o movimento Galpão anunciou em comunicado oficial que “em razão da apuração dos fatos que estão sendo divulgados e de um novo tempo que Deus está nos direcionando não teremos nossos encontros na terça-feira”. A nota diz ainda “que por respeito a Justiça e a todos envolvidos, aguardaremos os esclarecimentos dos mesmos”.

“Essa reforma significa um novo tempo, tempo de conexão, de acessar novos níveis em Deus, tempo de alinhamento e nós convidamos vocês a fazerem o mesmo no seu secreto, em breve estaremos retornando com nossa nova agenda”.

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