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domingo, 14 julho 2024
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Musical jovem, “Guerra de Papel” faz duas apresentações gratuitas no Centro de Eventos Barueri

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Segunda peça da trilogia de pesquisa da Tô em Outra Cia. de Teatro sobre Teatro Grego e Periferia, “Guerra de Papel – uma tragédia urbana musical” é o novo espetáculo do grupo de repertório do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. Em circulação pelo Estado, o musical terá duas apresentações, nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28), às 20h, no Centro de Eventos Barueri – Auditório B, que fica na Av. Sebastião Davino dos Reis, 672. Os ingressos gratuitos devem ser retirados na bilheteria. 

A peça, que tem a classificação indicativa de 14 anos, trata da tragédia diária ocorrida nas periferias do Brasil, palco da violência sofrida pelas comunidades residentes nessas regiões. Na adaptação do mito grego de Antígona para os dias atuais, foi concebida uma interpretação brechtiniana. Com duração de 60 minutos, em média, a encenação acontece ao vivo com atores e banda de quatro músicos, executando 12 canções.

Enquantona mitologia grega, a figura de Antígona – filha do casamento incestuoso de Édipo e Jocasta – é aquela que tenta enterrar seu irmão, na peça da companhia ela é a personagem central, a mulher negra na luta para descobrir quem tirou a vida de seu filho Aramiz, morto em consequência de uma bala perdida dentro da sala de aula. Se no primeiro espetáculo da trilogia (Das Ruas, um Orfeu de Mochila), o grupo adaptou o mito de Orfeu e Eurídice para os tempos atuais, celebrando o amor, em Guerra de Papel a Tô em Outra Cia. de Teatro – sempre na estética do teatro musical – transporta o mito de Antígona para a contemporaneidade e retrata o luto.

A reflexão proposta agora passa pelo precário ensino público brasileiro e o genocídio dos negros, principalmente em escolas periféricas, consequência do combate entre polícia e traficantes. Depois da tragédia com o filho, Antígona estampa o rosto do menino nos jornais, camisetas e em sua janela, gritando em sua comunidade, fazendo sua própria guerra.  “Queremos falar sobre as mortes nas periferias, sempre invalidadas pela mídia e pela polícia, que nunca realiza uma investigação séria para encontrar o culpado. Exemplo é o ocorrido com o assassinato de Marielle Franco. Um caso famoso, de uma vereadora periférica, pessoa pública, até bem pouco tempo sem conclusão”, comenta o Diretor Geral Jorge Alves.

Sobre o grupo Tô em Outra Cia.

Desde sua criação, em 2012, a companhia realiza intervenções culturais e artísticas em periferias de São Paulo e desenvolver um núcleo de pesquisas e desenvolvimento de atores. Com sede no Jaguaré, foca seu trabalho na relação entre periferia e mitologia grega e direciona seus espetáculos sempre ao público jovem. Tem cinco peças no repertório, sendo três autorais (entre eles Um tempo para o infinito, de Andreza Rodrigues e Thuane Campo), um de Hugo Possolo (Cérebro à vinagrete) e outro de Marcelo Romagnoli (Filosofia da Revolução).

Elenco

Integram o elenco, May Tenório – Antígona; Thayna Rodrigues – Ismênia; Claudine Palhàres – Professora, e ainda Cinthia Tomaz – Ensamble. Cainã Naira – Favela e Ensamble. Renan Marques – Ensamble. Uédia Alves – Ensamble. Vittor Oliver – Ensamble.

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