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quarta-feira, 17 julho 2024
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Vacinação contra dengue vai priorizar faixa etária de 6 a 16 anos; Barueri teve alta de casos em 2023

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O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que irá priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos na aplicação da vacina contra a dengue.

O país irá adquirir 5,2 milhões de doses da Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda, além de receber doações. O quantitativo irá possibilitar vacinação de até 3 milhões de pessoas, já que o esquema vacinal prevê duas doses.

De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, a faixa etária é preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, composta por especialistas na área e que reuniu-se hoje.

“Dentro desse grupo [6 a 16 anos], vamos ver qual é o melhor grupo etário para ter melhor resultado epidemiológico, evitando hospitalizações e mortes”, explicou o diretor.

A definição sobre qual público-alvo, bem como as localidades prioritárias, será feita em conjunto com estados e municípios, em reunião marcada para última quinta-feira deste mês.

Gatti confirmou que a previsão é iniciar a vacinação em fevereiro. No dia 21 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o governo federal, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante em sistema público e universal.

O imunizante Qdenga tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indicado para prevenção de dengue de 4 a 60 anos de idade, independentemente de a pessoa ter tido ou não a doença previamente.

O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Foram 1.079 mortes pela doença até o dia 27 de dezembro.

Barueri teve alta

Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) “Prof. Alexandre Vranjac”, até outubro de 2023, Barueri anotou 154 casos, ante 58 no mesmo período de 2022. A alta foi de 165,51%.

Sintomas

Os sintomas de dengue, chikungunya ou zika são semelhantes: febre de início abrupto, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele e manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais. A orientação é a de, apresentando esses sintomas, procurar a unidade ou serviço de saúde mais perto da residência assim que surgirem os primeiros sintomas.

Algumas medidas preventivas ajudam no combate à doença: evitar água parada, esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água são algumas iniciativas básicas para evitar a proliferação do mosquito.

Na luta contra os criadouros

Para evitar a proliferação do mosquito transmissor, todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os ovos. Segundo o Ministério da Saúde, há formas para eliminar os principais locais onde o Aedes aegypti pode proliferar. Entre elas, certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados e retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas. Outra forma de combate é guardar pneus em locais cobertos e garrafas com a boca virada para baixo.

Para os fãs de jardinagem, utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal é fundamental, bem como retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias.

A limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos de escoamentos de água também é importante, bem como retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras. Se encontrar as larvas, é preciso jogá-las na terra ou no chão seco.

Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano, alerta o Ministério da Saúde, é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida.
O site do Ministério da Saúde contem orientações sobre como enfrentar o mosquito transmissor.

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