O defensor da causa animal Wander Silva, que atua há mais de 15 anos na luta por leis mais rigorosas e políticas públicas de proteção animal, em Itapevi e região, organiza no próximo domingo, 1º de fevereiro, a Caminhada pela Vida – Justiça por Lobinho e por Orelha, um ato regional pacífico em memória de dois cães comunitários vítimas de extrema violência e em defesa da responsabilização criminal por maus-tratos.
A concentração está marcada para 8h50, em frente ao Ita Shopping Centro, localizado na Rua Leopoldina de Camargo, 260, no Centro de Itapevi. A caminhada seguirá até a Praça Carlos de Castro, local onde o cão comunitário Lobinho foi morto.
O caso Lobinho
Lobinho era um cachorro comunitário de aproximadamente 15 anos, conhecido e cuidado por comerciantes, moradores e frequentadores da região central de Itapevi. Considerado dócil e parte da rotina do bairro, ele foi brutalmente assassinado com um chute, desferido por uma pessoa em situação de rua.
No dia seguinte, o agressor foi localizado e conduzido à Delegacia de Barueri. Apesar de imagens de câmeras de segurança registrarem o momento da agressão, o suspeito foi liberado por não se tratar de flagrante, fato que causou revolta e indignação na população.
O caso Orelha
Menos de 20 dias depois, veio à tona um novo episódio de violência extrema que gerou comoção nacional e internacional.
O cão comunitário Orelha, que vivia há cerca de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e era cuidado pela comunidade local, foi violentamente atacado.
O animal foi encontrado agonizando, socorrido e levado a atendimento veterinário, mas, devido à gravidade das lesões — incluindo perfurações no crânio causadas por pregos e empalamento — não resistiu. Diante do sofrimento extremo, foi necessária a realização de eutanásia.
Segundo as investigações, o crime teria sido cometido por quatro adolescentes. O caso ganhou repercussão no Brasil e no exterior, inclusive nos Estados Unidos, após dois dos envolvidos viajarem para fora do país. Familiares e pessoas próximas aos suspeitos foram indiciados por coação, após tentarem intimidar um porteiro que é testemunha do caso.
A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito policial, que segue em andamento para apuração completa dos fatos.
Mobilização por justiça e políticas públicas
A Caminhada pela Vida nasce da indignação diante desses dois casos, mas carrega uma mensagem mais ampla. “Não é sobre um cachorro. É sobre todos”, reforça o organizador Wander Silva. O ato tem como objetivo cobrar justiça, punição aos responsáveis e o fortalecimento de políticas públicas eficazes de proteção animal, tanto para animais em situação de rua quanto para pets.
Entre as pautas defendidas estão programas permanentes de castração, incentivo à adoção responsável, ações educativas, fiscalização e aplicação rigorosa da legislação contra maus-tratos.
Os organizadores orientam os participantes a irem vestidos de branco, como símbolo de paz, respeito e memória pelas vidas perdidas. A caminhada será pacífica, breve e simbólica, mas com uma mensagem clara: a violência contra animais não pode seguir impune.
Serviço
Caminhada pela Vida – Justiça por Lobinho e Orelha
Domingo, 1º de fevereiro
Concentração às 8h50
Local: Ita Shopping Centro – Rua Leopoldina de Camargo, 260
Trajeto: até a Praça Carlos de Castro – Centro de Itapevi
Orientação: venha de branco




