29.4 C
Tamboré
quarta-feira, 18 março 2026
Publicidade • Anuncie Aqui

Uso de IA chega aos canteiros de obra civil

Publicidade • Anuncie Aqui

A utilização de inteligência artificial (IA) e tecnologias digitais na construção civil tem aumentado de forma significativa no Brasil, redefinindo métodos de gestão, planejamento e execução de obras, além de promover mudanças estruturais no setor. A integração de recursos como Building Information Modeling (BIM), sensores conectados pela Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem e algoritmos de IA constitui a base da digitalização crescente na indústria, segundo o Guia Orientativo de Uso de Tecnologias I4.0 e BIM em Gestão de Obras, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No documento, consta que o BIM aprimora práticas da construção ao reduzir erros de compatibilidade, otimizar prazos, aumentar a confiabilidade dos projetos e melhorar o planejamento e o controle das obras. A tecnologia também contribui para a diminuição de custos e riscos, maior precisão nas estimativas e transparência nos processos de contratação. Caracterizada por decisões reativas e ajustes durante a execução das obras, a atividade passa a adotar modelos analíticos capazes de antecipar riscos e estruturar processos com maior rigor técnico.

Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam crescimento no uso de ferramentas digitais para gerir obras no país: a adoção de IA mais que dobrou entre 2023 e 2025, com 38% das empresas aplicando soluções tecnológicas em algum nível, enquanto o BIM é utilizado por cerca de 55% das organizações do segmento. 

Especialistas destacam que a transformação tecnológica é heterogênea: grandes construtoras estão mais familiarizadas com a digitalização, enquanto empresas menores ainda dependem de processos manuais e enfrentam desafios para adotar soluções digitais completas.

André Abreu, engenheiro da Bristol — indústria de perfuratrizes, brocas e rompedores —, afirma que "tradicionalmente, a execução de fundações é baseada em ajustes realizados durante a obra conforme surgem imprevistos relacionados ao solo, profundidade ou desempenho do equipamento. Com a adoção do BIM, é possível modelar as fundações antes da execução, definindo com maior precisão o diâmetro das estacas, a profundidade necessária, o tipo de solo predominante e a compatibilidade entre a máquina-base e o implemento hidráulico. Isso possibilita uma especificação técnica mais assertiva das perfuratrizes e brocas".

Essa digitalização também permite que parâmetros como vazão hidráulica, pressão de trabalho, torque aplicado e tempo de operação sejam monitorados em tempo real, evitando que o equipamento opere fora das condições recomendadas. Abreu pontua que, no caso das perfuratrizes hidráulicas, respeitar limites de pressão e vazão é fundamental para preservar vedações e componentes estruturais.

Outra implementação relacionada ao uso de IA é sua aplicação para a manutenção preditiva. "Os dados coletados durante a operação permitem prever o desgaste de componentes, programar intervenções preventivas e otimizar intervalos de lubrificação. Nas perfuratrizes hidráulicas, por exemplo, a troca periódica de graxa e a inspeção de extensões e brocas podem ser planejadas com base em dados reais de uso, aumentando a vida útil do equipamento e reduzindo paradas inesperadas", afirma.

Atualmente, a maioria das perfuratrizes hidráulicas não vem de fábrica com inteligência artificial embutida. Entretanto, há sensores de pressão, vazão, temperatura e vibração que podem ser instalados nas máquinas. Assim, os dados são enviados para plataformas em nuvem ou softwares de gestão de frota, nos quais algoritmos analisam padrões de uso, identificam variações anormais de desempenho, detectam sobrecargas recorrentes e sugerem intervenções preventivas.

"Tanto nas perfuratrizes quanto nos rompedores hidráulicos, o uso de tecnologia reduz a probabilidade de falhas mecânicas, rompimento de mangueiras e acidentes decorrentes de operação inadequada", explica o engenheiro.

A digitalização da construção civil traz para o canteiro de obra um modelo operacional orientado por dados, com maior previsibilidade e controle de riscos. Nesse sentido, especialistas acreditam que o uso de IA tende a reduzir custos operacionais e fortalecer a competitividade das empresas, contribuindo para a maturidade tecnológica do setor.

Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/

Você sabia? O Jornal de Barueri também está no Google Notícias.
Inscreva-se agora e fique sempre atualizado com as últimas notícias.
show-notify-instagram

JB Stories

Leia Também

Publicidade • Anuncie Aqui
Publicidade • Anuncie Aqui
Publicidade • Anuncie Aqui

Leia Também

error: Conteúdo Protegido.