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sábado, 18 maio 2024
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Atleta de breaking que treina em Barueri é convocada para mundial

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Chaya Gabor, de apenas 13 anos, no Breaking conhecida como B-Girl Angel do Brasil, foi indicada pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e convocada pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) para compor, junto com B-Boy Samukinha (GO), B-Boy Pablo (MA), B-Girl Mary D (SP) e os técnicos B-Girl Lu e B-Boy Rato, a delegação brasileira para a segunda edição do ISF Gymnasiade U15 entre os dias 18 a 27 de agosto, na cidade de Rio de Janeiro.

A expectativa é que o Rio receba 4 mil participantes, sendo 2.100 estudantes-atletas, com idade entre 13 e 15 anos de escolas públicas ou particulares. Ao todo, serão 22 modalidades disputadas, sendo três do paradesporto.

Este é o primeiro mundial de Angel, que dança desde os 3 anos de idade. Angel treina na Praça das Artes em Barueri semanalmente. De acordo com a assessoria da menina, “o espaço foi cedido pela Secretaria de Cultura de Barueri para o treino semanal e, em contrapartida, a equipe representará a cidade nos eventos nacionais e internacionais”.

Angel faz parte do grupo Dream Kids Brazil, que treina todas as sextas-feiras, às 19h30, no espaço em Barueri. Porém, quem tiver interesse de aprender este novo esporte olímpico deve ir até a Praça das Artes e se inscrever nas aulas de Breaking oferecidos pela prefeitura.

De poucas palavras, discreta na forma de chegar nos eventos, mas com muita atitude nas competições, ela é dona de uma personalidade forte, na cena tem fama de “Braba”, o Breaking para ela não é um hobby, um passatempo, mas sim a sua vida. Fazendo um trabalho de alto rendimento, a menina já pensa nos Jogos da Juventude em 2026 e no Ciclo Olímpico de 2028, quando chega aos 18 anos.

Guerreira

Guerreira desde que nasceu, pois foi uma prematura extrema de 850 gramas, a atleta, que é carinhosamente chamada por seu treinador de “Senhorita Power Move”, pelo talento em assimilar os movimentos acrobáticos, foi a primeira criança na história a ser finalista do Prêmio Sabotage, no evento feito pela Câmara Municipal de São Paulo, participou de eventos como: Rival Vs Rival (SP), Master Crews (SP), Quando as Ruas Chamam (DF), Tattoo Experience (SP), 1° lugar na Batalha Final, sendo também a primeira criança a chegar e ganhar o 1º lugar na final do evento na categoria Kids, que foi no Shopping Tatuapé, onde também ficou em terceiro entre as B-Girls adultas. Angel também foi 1° lugar na Quebrada Viva Battle, em dupla, 1º lugar no All Dance Brasil.

Em 2020, mesmo durante a pandemia, participou do evento internacional E-FISE Montpellier, na França, se destacando no cenário mundial, colocando o Brasil em 2º lugar. Sendo ranqueada pelo evento entre as 6 melhores B-Girls Kids. Em 2021, recebeu a indicação e premiação do Troféu Arte em Movimento e, em 2022, ganhou o Breaking Combate, o Breaking Ibira e no Campeonato Brasileiro de Breaking Sport subiu no pódio estando entre as 3 melhores crianças do Brasil que dançam Breaking.

Treinada pelo coach Eder Devesa, desde pequena Angel vem se destacando e se preparando para os eventos nacionais, mas principalmente para os internacionais e leva a sério suas horas de treinos, sua dança, seu sono e alimentação.

Modalidade Olímpica

O Breaking, que atualmente está nos holofotes por ser a nova modalidade olímpica, se torna a bola da vez. E o diálogo com a juventude deve aumentar ainda mais nos próximos anos, culminando com pódios cada vez mais dominados pelos mais novos.

Uma das grandes promessas do Brasil, Angel quer chegar às Olímpiadas, mas foca nas competições de ranqueamento, competições mundias como o Gymnasiade e se prepara para os Jogos da Juventude de 2026. Ser uma atleta de 13 anos, do sexo feminino, convocada para defender a própria dança, o Estado de São Paulo e o Brasil no ISF Gymnasiade U15, maior campeonato estudantil do mundo, é um reconhecimento à dança e à dedicação da menina.

“Eu praticamente já nasci tendo contato com a Cultura Hip-Hop, meus pais nunca dançaram, mas sempre fizeram parte da cena e me incentivaram, meu irmão é dançarino e eu sempre estive junto com ele, o que me fez conhecer e amar o Breaking. Sempre estive presente nas rodas, nas ruas, nos campeonatos junto com as pessoas, na maioria pessoas adultas, sempre frequentado por muito mais homens do que mulheres. Sempre gostei de ser diferente, de dançar e praticar o b-girling nesses lugares. Sou B-Girl com muito orgulho. Quando estou dançando, seja em campeonatos ou em battles, é o momento que mais me sinto feliz”.

Para ela, sua jornada pode inspirar outras crianças e jovens. “Estou subindo a montanha, me preparando para cada vez voar mais alto, tocando as pessoas com a minha dança. E estimulando outras crianças a se dedicarem ao Breaking, que agora é um esporte olímpico”.

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