Barueri registra um aumento de 22% nos casos de conjuntivite neste ano

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    Foto: Divulgação

    O Estado de São Paulo registrou neste ano mais de 14 mil casos de pessoas com conjuntivite viral, sendo que o ápice da doença aconteceu no mês de março. Em Barueri, o número de pessoas infectadas de janeiro até maio é de 2.837, um aumento de 22,4 % na comparação com o mesmo período de 2017, onde foram anotados 2.199 casos.

    De acordo com a Secretaria da Saúde, o aumento de pessoas com a doença na cidade aconteceu entre os meses de março e abril, ao contrário do ano passado, onde a maior incidência se deu em maio. Ainda segundo a gestão, a faixa etária mais atingida é a dos adultos.

    Para evitar um surto, a Vigilância da cidade informou que  promoveu ações para orientar a população. Segundo o órgão, o calor prolongado, mesmo no início do outono, relaciona-se com a disseminação do vírus, uma vez que as pessoas tendem a se aglomerar em locais como bares e piscinas, propensos à proliferação.

    Sintomas

    O oftalmologista do Hospital da Santa Casa de Mauá, Fernando Eiji Sakassegawa explica que a doença consiste em uma inflamação na membrana transparente que reveste a parte frontal do globo ocular e o interior das pálpebras, podendo durar até 20 dias e acontecer em qualquer época do ano. “Vermelhidão nos olhos, pálpebras inchadas, coceira e lágrimas em excesso são sinais de que alguma coisa não vai bem com seus olhos, podendo indicar uma conjuntivite”, alerta.

    De acordo com o especialista, vários fatores podem desencadear a patologia, porém, o mais comum é colocar as mãos sujas ou contaminadas nos olhos. Algumas doenças também podem gerar uma predisposição, como herpes, doenças autoimunes ou virais, além da baixa imunidade.

    Há três tipos de conjuntivite e o tratamento deve ser feito após a identificação do agente causador. “Na viral não existem medicamentos específicos e o tratamento foca nos sintomas; na bacteriana inclui colírios antibióticos; na alérgica, a orientação é diminuir a intensidade e a frequência das crises”, explica Fernando.

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