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quinta-feira, 5 março 2026
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Vacinação contra HPV entre meninos sobe de 47% para 74% em São Paulo

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O Governo de São Paulo divulgou, no Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, celebrado em 4 de março, dados atualizados sobre a vacinação contra o papilomavírus humano entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a cobertura vacinal entre meninos passou de 47,35% em 2022 para 74,78% em 2025.

Entre as meninas da mesma faixa etária, a taxa também apresentou aumento, passando de 81,85% em 2022 para 86,76% em 2025. Apesar do crescimento, o percentual ainda está abaixo da meta de 90% definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com a secretaria, o aumento da cobertura está relacionado a ações como busca ativa de não vacinados, mobilização de unidades básicas de saúde, parcerias com municípios e campanhas de orientação voltadas à importância da vacinação na faixa etária recomendada.

A coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES, Regiane de Paula, afirma que o vírus está associado a diferentes tipos de câncer e que a vacinação é uma medida de prevenção. Segundo ela, a imunização é aplicada atualmente em dose única e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

O HPV está relacionado ao desenvolvimento de cânceres como os de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. A ampliação da vacinação é apontada pelas autoridades de saúde como uma forma de reduzir a circulação do vírus e prevenir doenças associadas.

O esquema vacinal consiste em dose única para crianças e adolescentes e pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou em campanhas promovidas em escolas. A Secretaria da Saúde orienta que pais e responsáveis mantenham o cartão de vacinação atualizado.

Segundo Maria Lígia Nerger, diretora da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES, a recomendação é que a vacinação ocorra preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus, período em que o sistema imunológico apresenta melhor resposta à vacina.

Além do público de 9 a 14 anos, a vacinação também é indicada para adolescentes de 15 a 19 anos até o primeiro semestre de 2026 e para pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como indivíduos que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos imunossuprimidos, vítimas de abuso sexual e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

O governo estadual também mantém o portal Vacina 100 Dúvidas, criado em 2023, que reúne informações sobre vacinação e esclarecimentos baseados em evidências científicas. O conteúdo está disponível ao público na internet.

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