A osteoporose é uma doença silenciosa que pode avançar por anos sem apresentar sintomas e, muitas vezes, só é identificada após a ocorrência de fraturas. Caracterizada pela perda progressiva da densidade e da qualidade dos ossos, a condição representa um risco significativo à mobilidade, à autonomia e à qualidade de vida, especialmente entre mulheres após a menopausa. Estudos indicam que cerca de 50% das pessoas que já sofreram uma fratura osteoporótica apresentam risco de desenvolver novas fraturas ao longo do tempo. As evidências também apontam que esse risco se eleva de forma progressiva a cada novo episódio. Apesar desse cenário, grande parte dos pacientes acometidos por fraturas por fragilidade não recebe o diagnóstico adequado sobre a causa da perda de resistência óssea, nem o acompanhamento necessário para a prevenção de recorrências.
Segundo a médica reumatologista Juliana Donnarumma, especialista em dor osteomuscular no Hospital Paulistano e coordenadora da especialidade na Rede Total Care, o maior desafio está no fato de a doença evoluir sem sinais aparentes. "A perda de densidade óssea costuma passar despercebida até que ocorra uma fratura, que pode trazer consequências graves e até aumentar o risco de mortalidade", alerta.
Entre os principais fatores de risco para a osteoporose estão o envelhecimento, as alterações hormonais, especialmente após a menopausa, além do sedentarismo, a alimentação pobre em cálcio e vitamina D, além da baixa exposição ao sol, fundamental para a síntese dessa vitamina. Por isso, a prevenção deve começar antes mesmo do climatério e se estender ao longo de toda a vida.
"A construção da saúde óssea começa na infância e precisa ser mantida continuamente. Exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e, quando indicado, suplementação de nutrientes essenciais são medidas acessíveis e com impacto direto na prevenção da doença", explica a especialista.
A médica reforça ainda a importância do diagnóstico precoce, principalmente em mulheres no período pós-menopausa, para reduzir o risco de fraturas e preservar a qualidade de vida. "A osteoporose pode ser silenciosa, mas a prevenção precisa ser ativa. Cuidar dos ossos hoje é investir em mais independência e liberdade de movimento no futuro", conclui.




