Morre o motorista de carro que explodiu enquanto era abastecido com GNV

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O motorista que ficou ferido após seu carro explodir, enquanto era abastecido em um posto de combustíveis na Zona Norte do Rio de Janeiro, morreu na madrugada desta quarta-feira (27).

Mário Magalhães da Penha, de 67 anos, estava internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. A explosão aconteceu na manhã de terça-feira (26).

Mário tinha acabado de abrir o porta-malas quando houve a explosão no veículo. Uma mulher que passava pelo local foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas recebeu alta já na terça-feira.

Após o acidente, o Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) emitiu um ‘alerta’ ao consumidor sobre o uso seguro do GNV no automóvel. O Instituto alertou sobre o aumento da procura deste tipo de combustível, após a alta dos preços da gasolina, álcool e diesel. Veja as orientações abaixo.

Recomendações do IPEM-SP

Com os sucessivos reajustes dos preços dos combustíveis líquidos ocorridos nos últimos meses, tem aumentado a procura pela instalação do sistema GNV (gás natural veicular) em veículos automotores, em especial para taxistas, motoristas de aplicativos e outros profissionais.

Sobre a explosão no Rio de Janeiro, segundo o órgão, no vídeo, é possível observar que o carro estava abastecendo, quando o dono do veículo abriu o porta-malas. O cilindro do GNV explode segundos depois.

Para que a instalação seja feita de maneira correta, legal e segura, é necessário encontrar uma oficina registrada no Inmetro. Estas empresas, avaliadas pelo Ipem-SP, possuem as condições técnicas adequadas para a realização dos serviços. A relação pode ser consultada no site do Inmetro.

É essencial providenciar a autorização prévia da autoridade competente, no caso, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), conforme orientação no artigo 98 da Lei 9503/97.

O “kit” de instalação de GNV utilizado deve ser compatível com o veículo. O de 3ª geração é indicado para motores aspirados ou com injeção eletrônica de mono ou multiponto. O kit de 5ª geração é recomendado para veículos mais potentes e mais modernos.

Se o veículo funcionar com injeção direta de combustível é usado o de 6ª geração. As diversas gerações de kit´s possuem princípios de funcionamento, desempenho, manutenção e preços diferentes.

Segundo o Ipem, não devem ser utilizadas peças usadas (a menos que seja de um veículo para outro, de mesmo proprietário). Os componentes de origem desconhecida podem apresentar problemas, como vazamentos, falta de adequação ao tipo do veículo além comprometer seu desempenho.

A única exceção permitida é a do cilindro de GNV, que pode ser novo ou requalificado, desde que tenha o respectivo certificado de requalificação. Também deve-se ter cuidado com produtos oferecidos em redes sociais ou comercio virtual quando não há clareza das informações do cilindro.

Quando adquirir um cilindro, deve estar claro o fabricante, o registro do produto no Inmetro, a data da fabricação, se o cilindro já passou por uma requalificação e por qual empresa requalificadora. Observe se as informações marcadas no cilindro conferem com o certificado fornecido. Todos os produtos precisam ser atestados pelo Inmetro.

Após a instalação do cilindro, a oficina deverá entregar ao proprietário os seguintes documentos: atestado da Qualidade do Instalador Registrado; manual do Cliente; notas fiscais de venda e instalação dos componentes ou de substituição, retirada e manutenção (quando aplicável).

A nota fiscal de venda deve discriminar todos os componentes que foram instalados (suporte, cilindro, linhas de alta e baixa pressão, válvulas do cilindro, de abastecimento, sistema de ventilação, medidor de pressão, entre outros).

O condutor deve levar seu veículo a um OIA (Organismo de Inspeção Acreditado) do Inmetro para a Inspeção de Segurança Veicular. É lá que será avaliada toda a instalação do sistema de GNV, o estado geral do veículo (sistemas de direção, freio, suspensão, pneus e rodas, iluminação e sinalização, equipamentos obrigatórios) e limites de emissão de poluentes. Essa inspeção deve ser realizada anualmente, antes do licenciamento.

A relação destes organismos de inspeção também pode ser consultada no site do Inmetro, pelo endereço. Após a aprovação na inspeção, o proprietário deve entrar em contato com o Detran para a emissão de um novo CRV (Certificado de Registro do Veículo), com a inclusão do novo combustível.

Denúncias

Se o consumidor encontrar problemas com oficinas não registradas junto ao Inmetro realizando irregularmente a instalação de Kit GNV em veículos ou utilizando-se de componentes não certificados poderá apresentar denúncia ao Ipem-SP através da ouvidoria do instituto. Os contato são 0800 013 05 22, de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para ouvidoria@ipem.sp.gov.br.

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