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segunda-feira, 9 março 2026
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Participação feminina aumenta em cargos das Forças Armadas

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No universo dos concursos militares, conhecidos pelo alto nível de exigência e por uma presença majoritariamente masculina, uma nova narrativa está sendo escrita pelas mulheres. No Dia Internacional da Mulher, a trajetória de Gabriela Queiroz, ex-aluna do Elite Rede de Ensino, unidade de Campo Grande, exemplifica a mudança no setor militar.

A jornada de Gabriela rumo à Escola de Preparação de Cadetes do Exército (EsPCEx) não foi uma linha reta. Em 2024, a aprovação veio, mas um percalço em uma das etapas do concurso adiou o sonho. Em 2025, nova aprovação, desta vez na lista de espera. Com suporte da coordenação militar, Gabriela manteve a preparação após resultados adversos.

Convocada na terceira chamada da EsPCEx, Gabriela concluiu as etapas de seleção e ingressou como cadete. “É uma história de quem acreditou até o último segundo, transformando a incerteza em combustível”, destaca Luiza Machado, coordenadora de inovações pedagógicas do Elite.

A história de Gabriela não é um caso isolado, mas o topo de uma pirâmide que floresceu em 2025. Concursos militares registram maior presença feminina entre os classificados: Ana Julia Saint Martin De Oliveira alcançou o 2º lugar no Colégio Naval e o 16º na EsPCEx; Sophia Pedretti Martins Pereira conquistou o 4º lugar no Colégio Naval e Kayllane Medeiros Gonçalves garantiu o 5º lugar na mesma instituição.

O sucesso dessas alunas acompanha um movimento histórico de abertura e ocupação: em 2025, o Brasil registrou um recorde de mais de 33 mil mulheres inscritas no inédito serviço militar voluntário feminino, uma demanda que superou em 23 vezes o número de vagas disponíveis.

Atualmente, as mulheres já representam cerca de 10% do efetivo total das Forças Armadas, um contingente de aproximadamente 37 mil militares. Esse cenário, reforçado pela meta do Ministério da Defesa de dobrar a participação feminina nos próximos anos, confirma que o caminho trilhado por essas alunas não é apenas uma exceção, mas parte de uma transformação no setor.

“Trabalhamos com o mesmo nível de exigência técnica para todos, mas com um olhar atento à construção da confiança e do pertencimento dessas jovens em espaços onde elas, por muito tempo, foram exceção”, afirma Luiza Machado.

Para o Elite, a formação dessas futuras líderes começa muito antes do edital do concurso. O tema da equidade é tratado de forma transversal no currículo. Através da Eletiva de Inovação “Mulheres que Mudaram o Mundo”, que integra o Ecossistema de Aprendizagem Inovador (EAI) da escola, os alunos investigam o impacto feminino na ciência, política e sociedade.

De acordo com Luiza Machado, a atuação de mulheres em áreas tradicionalmente associadas ao público masculino — como Educação Financeira, Aplicativos e Iniciação Científica — serve como referência de autoridade para as estudantes. Para o Elite, essa presença contribui para desconstruir barreiras de gênero no ambiente escolar.

A desconstrução de estereótipos também passa pelas telas e pelo debate. Projetos como o Cine Curta e a Sessão Pipoca utilizam obras como “Estrelas Além do Tempo” e “Que Horas Ela Volta?” para provocar discussões sobre raça, classe e gênero desde o Ensino Fundamental.

"Mais do que aprovações em concursos, o objetivo é formar mulheres com mentalidade competitiva e convicção de pertencimento. Seja na academia militar, na tecnologia ou nas artes, o exemplo de Gabriela e de tantas outras prova que, quando a determinação encontra o suporte certo, não existe o ‘impossível’", completou Deborah Anastacio, diretora da rede.

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