O Detran-SP planeja realizar, ao longo de 2026, processos de leilão de aproximadamente 100 mil veículos em todo o Estado de São Paulo. A previsão marca a ampliação das operações do órgão, com a adoção de um modelo que busca maior regularidade, padronização e previsibilidade nos certames.
Segundo o departamento, os leilões devem ocorrer de forma contínua durante o ano, com pregões já programados para o primeiro bimestre de 2026 em diferentes regiões paulistas. A estratégia é manter um fluxo constante de operações, de modo a reduzir a concentração de veículos nos pátios e dar maior agilidade aos processos administrativos.
A expansão está associada a mudanças recentes na política de leilões do Detran-SP, que passou a adotar regras revisadas e critérios técnicos mais definidos. De acordo com o órgão, o novo modelo estabelece prazos mais claros para a destinação dos veículos recolhidos. A partir do 61º dia de permanência em pátio, os automóveis já podem ser preparados para leilão, com expectativa de conclusão do processo em torno do 80º dia, em média.
A proposta, segundo a direção do departamento, é reduzir o tempo de retenção dos veículos e evitar a perda de valor dos bens. A previsibilidade dos prazos também é apontada como um dos principais avanços do novo formato, permitindo a realização de leilões em maior escala sem comprometer o controle dos procedimentos.
Paralelamente, o Governo de São Paulo estruturou um projeto de concessão dos serviços relacionados à remoção, recolhimento, custódia, gestão, preparação para leilão e restituição de veículos. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e prevê a divisão das 645 cidades paulistas em sete regiões, cada uma correspondente a um lote da concessão.
O investimento estimado para o projeto é de R$ 555 milhões. Pelo modelo proposto, a concessionária será responsável pela adoção de soluções tecnológicas e pela melhoria da eficiência operacional dos serviços. O contrato terá duração de 26 anos, sendo o primeiro dedicado à implantação e os demais à operação.
De acordo com o governo estadual, a proposta passou por consultas públicas e audiências, incorporou contribuições de municípios e entidades do setor e segue critérios técnicos e legais definidos para o processo de concessão.




