O balanço divulgado na sexta-feira (27/2) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo aponta que os casos de estupro de vulnerável representaram 75,3% das ocorrências registradas em janeiro no estado. Esse tipo de crime é caracterizado quando a vítima é menor de 14 anos ou não tem condições de oferecer resistência ou consentimento.
No primeiro mês do ano, foram contabilizados 1.182 registros de estupro, número 8% menor em comparação com janeiro de 2025. Desse total, 891 ocorrências envolveram vítimas consideradas vulneráveis.
A classificação inclui situações em que a vítima possui incapacidade decorrente de enfermidades, condições mentais ou estados alterados, como embriaguez, que impeçam a manifestação de consentimento.
O levantamento também mostra redução de 8,9% nos casos de estupro de vulnerável em relação a janeiro de 2024, quando foram registrados 979 episódios.
Na região metropolitana, os dados indicam queda mais expressiva. Na Grande São Paulo, os registros totais de estupro recuaram 23,8%, passando de 268 para 204 casos. Já os estupros de vulnerável diminuíram 25,5%, de 215 para 160 notificações.
Outro indicador apresentado no relatório aponta redução nos homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em janeiro, foram 190 ocorrências, o menor patamar em 26 anos e 11,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, que teve 215 casos.
Taxas de vitimização por violência sexual
Dados citados pela Agência Senado, com base no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, mostram que as maiores taxas de vitimização por violência sexual concentram-se entre crianças e adolescentes: a faixa de 10 a 13 anos apresentou 233,9 casos por 100 mil habitantes, seguida por crianças de 5 a 9 anos (103,3) e de até 4 anos (68,7). Segundo especialistas, os números reforçam a necessidade de políticas e legislação mais efetivas para proteção de menores.




