Polícia prende em condomínio de luxo na região dois acusados de negociar armas furtadas do exército
As prisões ocorreram em Santana de Parnaíba após a polícia ter acesso a vídeos que sugerem que a dupla negociava armas com traficantes do RJ
Dois suspeitos de negociar as 21 armas furtadas do exército em Barueri no ano passado foram detidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (11), em um condomínio de luxo em Santana de Parnaíba.
Jesser Marques Fidelix, conhecido como Jessé, e Márcio André Geber Boaventura Junior foram encontrados em um veículo de luxo, enquanto deixavam o residencial. Apesar de sua aparente riqueza, ambos estavam inscritos no programa Bolsa Família, do governo federal.

Segundo as investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a dupla estaria diretamente envolvida na negociação ilegal de armas, incluindo as do exército, e intermediavam a venda junto ao Comando Vermelho, a principal facção criminosa do tráfico no Rio de Janeiro.
As prisões ocorreram após a polícia ter acesso a vídeos nas redes sociais, que sugeriam que Jessé e Márcio estavam negociando armas de uso restrito para abastecer conflitos entre traficantes e milicianos na zona oeste do Rio de Janeiro.
As equipes da DRE, com o apoio do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (DENARC), aguardam a audiência de Custódia em São Paulo para transferir os presos para o Rio de Janeiro, onde serão julgados.
Mais detidos
Ainda hoje, as autoridades estão realizando nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, visando indivíduos associados aos dois detidos, suspeitos de envolvimento em vários crimes, incluindo receptação e clonagem de veículos para troca por armas com grandes fornecedores.
Até o momento, as autoridades apreenderam uma pistola com dois carregadores e munição, um rastreador, quatro veículos de luxo, um caminhão, 12 telefones celulares, três notebooks, pen drives, documentos diversos e outros materiais relevantes para as investigações em curso.
Relembre o caso
Das 21 metralhadoras furtadas do arsenal de um quartel em Barueri, dezenove já foram recuperadas, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Exército concluiu a investigação sobre o furto em fevereiro, indiciando quatro militares e quatro civis por furto, peculato, receptação e extravio de armas. O caso está sob análise do Superior Tribunal Militar.