Em oito anos, HMB registra queda de 18% em nascimentos prematuros

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Considera-se prematuro o bebê com menos 37 semanas de gestação (Foto: Secom Barueri)

O número de nascimentos prematuros registrados no Hospital Municipal de Barueri (HMB) teve uma queda de 18% nos últimos oito anos. De acordo com dados da Prefeitura, o local, que realiza de 90 a 120 partos por mês, tinha o índice de natalidade prematura em 48% em 2010, que reduziu para 30 neste ano.

Entre os partos feitos no HMB, cerca 75% dos nascidos no setor vão para o alojamento em conjunto, 13% para o berçário e apenas também 12% precisam ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. No espaço, há 11 leitos, cuja frequência tem sido menor entre os bebês que nasceram de parto natural.

São encaminhados para este setor as crianças que nasceram antes do período de gestação completo ou que possuam uma má formação decorrente de alguma complicação durante o parto das gestantes. “Aqui temos a linha de cuidado do prematuro crítico. No ano passado a nossa viabilidade, que é a porcentagem de bebês que sobrevivem, foi maior do que os que vão a óbito. E a maioria dos bebês que tinham 600 gramas sobreviveram. Este ano tivemos poucos bebês que nasceram abaixo de um quilo, o que aumentou a viabilidade”, aponta Marco Antonio, Cianciarullo, coordenador do setor no HMB.

Ao todo, são 32 médicos especialistas dedicados exclusivamente ao neonatal do HMB, mas a assistência conta com uma equipe 12multiprofissional formada também por enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos, dentre outros. “Existe uma integração das equipes e todo mundo tem o mesmo objetivo, que é a assistência neonatal total”, afirma o coordenador.

Desafios
Ainda de acordo com Marco Antônio, a instituição de um Banco de Leite no HMB contribuiu muito para a sobrevivência dos prematuros, uma vez que quando o leite materno é introduzido, diminui em até 18% o risco de infecção. O desafio do local agora é combater a as síndromes malformativas, que têm sido frequentes e encontram diversas causas, como síndromes genéticas, pré-natal inadequado, uso de medicamentos ou consumo de cigarros durante a gestação.

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