Tucano teve julgamento contrário dos vereadores em 2011 (Foto: Divulgação/Alesp)

Em uma sessão prevista para marcar a votação das contas do ex-prefeito Jorge Lapas (PDT), vereadores de Osasco fizeram um desagravo ao deputado estadual Celso Giglio (PSDB), morto neste mês.

Parlamentares aprovaram uma moção e um minuto de silêncio pela perda do parlamentar, mas aproveitaram o momento para criticar o julgamento das contas feitos pela Câmara Municipal em 2011, sobre o último ano do tucano como prefeito, em 2004.

As críticas ocorreram pela votação dos parlamentares ter sido decisiva para fazer com que o tucano fosse considerado inelegível por duas oportunidades, nas eleições de 2012 e 2016.

Líder do PSDB, Didi usou a tribuna para atacar inclusive o ex-prefeito Emidio de Souza (PT), a quem responsabilizou pela decisão da Câmara naquela época.

“Ele foi sacrificado por essa casa de leis, porque tinha como mandatário o Emidio Pereira de Souza, que fez com que as contas fossem rejeitadas”, afirmou Didi. O tucano afirmou que quer rever o processo relacionado ao petista, que conseguiu reverter sete pareceres contrários do Tribunal de Contas, junto aos vereadores.

O grupo de Giglio buscava uma reavaliação do parecer para buscar mudar a situação, caso ele pudesse ser candidato no próximo ano. “Apesar de tudo o que o Celso fez nessa cidade, teve que levar nas costas as contas rejeitadas, e a gente ia aprovar elas aqui, mas não deu tempo”.

O desagravo também foi seguido pelo vereador Jair Assaf (PROS), mais antigo parlamentar do legislativo e que foi vice-prefeito de Giglio. Assaf, contudo, deixou o PSDB nos últimos anos e se aliou ao grupo do ex-prefeito, Jorge Lapas (PDT). Apesar disso, se isentou de responsabilidade pela rejeição do tucano.

“A gente tem que lamentar que essa Casa na época votou a favor do parecer, e não por questão de malversação do dinheiro público. Estou aqui hoje tranquilo porque não acompanhei o parecer do TCE”, afirmou.

Assaf também citou a influência que os prefeitos têm quando estão no poder e o fato de que o ex-prefeito não tem a mesma influência para impedir uma rejeição. “Quem está no poder tem a força suficiente para impedir uma votação, quem está fora não tem mais. Hoje é o Lapas, amanhã pode ser o Rogério Lins (Pode) que pode sofrer a mesma situação”, avaliou.

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