“Quero na Saúde um atendimento mais humano ”, diz novo secretário de Barueri

Jorge Salomão assume com o desafio de diminuir filas de espera e melhorar serviço

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Foto: Divulgação

O novo secretário de Saúde de Barueri, Jor­ge Salomão, assume a pasta com o desafio de dar resposta rápida à po­pulação, que pede atendi­mento mais ágil e, princi­palmente, mais humano.

Em enquete realizada na fanapage do Jornal de Barueri, os internautas pe­diram prioridade na Saúde. “Vamos entregar o Centro de Diagnósticos e ainda este mês inaugurar a UBS do Jd. Tupan. Também já está em construção a UBS do Vale do Sol e o PS do Jd. Paulista. Em planejamento estão o PS do Jd. Mutinga e também o Centro de Especialidades, que terá mais de 85 consultórios”, adianta Salomão.

Apesar dos investimen­tos em equipamentos, o secretário tem como meta priorizar o capital humano. “Investimentos em pro­fissionais, aparelhagem e infraestrutura vão continu­ar. Mas quero investir no capital humano. Estar mais próximo das unidades de saúde; realizar treinamen­tos com as equipes, prin­cipalmente de recepção e atendimento, para que a humanização seja, de fato, praticada nas unidades.

Jorge Salomão é gineco­logista e obstetra com espe­cialização em oncogineco­logia. Membro do quadro de diretores da Associação Paulista para o Desenvolvi­mento da Medicina.

O senhor é médico, isso pode ser um diferencial na gestão da Saúde no município?

Acredito que experiência conta muito em qualquer função. No meu caso, tenho a vivência médica há 27 anos e a vivência em gestão de serviços de saúde há mais de 20, dirigindo diferentes equipamentos de saúde, e com certeza usarei esse know-how aqui na Secretaria.

Qual foi sua primeira ação como secretário de Saúde de Barueri?

Planejamento é a palavra de ordem neste momento. Já traçamos um panorama da Secretaria para iden­tificar os problemas e, a partir disso, estamos finalizando nosso plano de ação. Pretendo atuar de perto com as coordenadorias de cada unidade de saúde, entendendo e trabalhando de forma focada em resolver os problemas para sempre melhorar o atendimento ao cidadão.

O senhor assume com a saúde sendo um dos pontos apontados pelos munícipes como prioritário em investimentos. Quais são os pla­nos e expectativas para este ano?

Investimentos em profissionais, apa­relhagem e infraestrutura são metas e isso vai continuar. Mas quero investir no capital humano. Estar mais próxi­mo das unidades de saúde; realizar treinamentos com as equipes, princi­palmente de recepção e atendimen­to, para que a humanização seja, de fato, praticada nas unidades; fazer pesquisas periódicas com o usuário para avaliar os serviços, são alguns pontos fundamentais do meu plano de ação.

O sr. estava à frente do HMB, pode nos dar um panorama da situação no local? Quais as principais demandas e pontos que devem ser melhorados no equipamento?

Assumimos o HMB em julho de 2017. Pegamos um hospital em situação bastante crítica, com filas enormes de espera e serviços que simplesmente não estavam sendo realizados. Entre 13 de julho a 31 de dezembro de 2017 realizamos mais de 56 mil consultas: uma média de 9.718 atendimentos por mês. Foram feitos 52.987 exames, nesses seis meses, tendo como média mensal 8.945 – superando em 15% as expectativas. Dessa nova fase para cá, já foram realizadas 996 pequenas cirurgias e 17.650 sessões de reabilitação em fisioterapia. Em cinco meses, a nova equipe passou de cerca de 200 cirurgias por mês (realizadas pela antiga gestão) para 761/mês – em dezembro atingiram a marca de 954 cirurgias.

Além desses números, há que se considerar os esforços para a redução das filas. Mutirões realizados pela equipe trataram de colocar em dia as filas de espera, agora dentro dos prazos exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Já no final de 2017, o hospital realizou suas primeiras cirurgias neu­rológicas, serviço de cirurgia cardíaca, marca-passo e hemodinâmica – todos muito bem-sucedidos.

O hospital também conta com uma Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, das quais já foram realizadas duas captações em 2017. Além disso, há o PACS – sistema de armazenamento de disponibilização de imagens radiológicas digitais. E nesta semana (dia 14/03) realizamos a primeira grande cirurgia cardíaca, procedimen­to inédito no município. Muito foi e tem sido feito para recuperar o HMB e acredito que está no caminho certo.

A entrega do Centro de Especiali­ dades pode auxiliar na diminui­ção da demanda reprimida?

Com certeza. Todas as obras previstas vêm para sanar a demanda reprimida. Tanto o Centro de Especialidades quanto o Centro de Diagnósticos de­vem otimizar os atendimentos, além de ampliar os serviços à população.

Há previsão de entrega de outros equipamentos?

Sim. Neste mês ainda iremos inaugurar a UBS do Jd. Tupan. Também já está em construção a UBS do Vale do Sol, o Centro de Diagnósticos e o PS do Jd. Paulista. Em planejamento estão o PS do Jd. Mutinga e também o Centro de Especialidades, que terá mais de 85 consultórios.

Se fala muito que a saúde acontece no município. Neste sentido, há soluções que podem ser buscadas em conjunto com o Cioeste?

Sempre, as parcerias são muito bem-vindas e rendem bons frutos. A com­pra consorciada de medicamentos, por exemplo, foi uma delas, gerando redução de preços e, consequente­mente, economia aos cofres públicos.

Ao final deste ano, quais metas o senhor pretende ter alcançado?

São muitas, mas principalmente eli­minar as filas de exames e consultas e melhorar o atendimento em geral.

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