Professora de Barueri leva cultura indígena para a sala de aula

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A ideia do projeto surgiu no ano passado e foi inspirada em um ex-aluno. (Foto: Michela Brígida)
Educadora há dois anos, Elisângela Campelo ganhou o tradicional prêmio Giz de Ouro 2019
Em apenas dois anos como professora, Elisângela Faustino da Silva Campelo já deixou sua marca na cidade. É que este ano ela ganhou o primeiro lugar na categoria Educação Infantil – Maternal no prêmio Giz de Ouro, que premia educadores que fazem a diferença na Educação. Elisângela conquistou este destaque com o projeto “Meu Amigo Itakupe”, que mostrou a vida e cultura indígena para as crianças.
“É a primeira vez que ganho este prêmio e foi maravilhoso. Foi um trabalho de meses, de várias visitas à aldeia. Nós abraçamos a causa indígena. Eu e as professoras da minha escola trabalhamos todas juntas para entregar o melhor para as crianças”, destacou Elisângela ao Jornal de Barueri. Ela é professora do Complexo Educacional Professor Carlos Osmarinho de Lima, no Jardim Flórida.
Segundo ela, a ideia do projeto surgiu no ano passado e foi inspirada em um ex-aluno. “Em conversa com a mãe dele, descobri que eles eram indígenas e para ambientá-lo mais com a turma, resolvi fazer uma atividade sobre a vida dos índios, mostrando a cultura deles. Depois disso, percebi que outras crianças da escola tinham interesse pelo assunto e decidi fazer algo maior. De um ano para o outro, acabei me tornando professora do maternal e resolvi introduzir este ensinamento desde a primeira infância”, contou ela.
Elisângela explicou ainda que este projeto trouxe a vivência dos indígenas para a sala de aula. “As crianças tiveram contato com vários detalhes da cultura dos índios, trouxe tintas, pigmentos que eles usam, como o jenipapo, urucum, o artesanato, os colares, e fizemos até uma aula de culinária com a índia Ará”, explicou.

Carreira
Antes de se tornar professora, Elisângela era costureira e modelista. Sempre antenada em tudo relacionado à aprendizagem, ela decidiu mudar o rumo da sua vida e seguir para a área educacional. “Decidi entrar na faculdade, mas sem a intenção de ser professora. Entrei para aprender. Foi aí que vi que gostava daquilo e queria estar em contato com as crianças”, disse.
Em 2015, ela se tornou assistente de maternal e foi ali que ela descobriu sua paixão por lecionar. “O tempo em que fui assistente, aprendi na prática o que era trabalhar com a criança pequena e a construção do conhecimento. Este período me fez ver que era aquilo que eu queria. Foi aí que prestei o concurso para ser professora e entrei em junho de 2017. De lá para cá, mesmo sendo nova na área, venho estudando bastante para levar para os alunos coisas novas, vivências de verdade”, concluiu.

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