Revendedores ilegais de gás de cozinha operam no Brasil três vezes mais do que os autorizados pela ANP (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira (6), a Petrobras vai elevar em 8,5% o preço médio do botijão de gás de cozinha de 13 kg, para R$ 25,07, nas refinarias, segundo a companhia divulgou em comunicado.

O preço às distribuidoras estava congelado desde julho e ocorrerá devido à desvalorização do real frente ao dólar e às elevações nas cotações internacionais do GLP.

Com isso, a estatal explicou que o botijão acumulará alta de R$ 0,69, ou 2,8% desde janeiro, quando passou a ter reajustes trimestrais.

A referência para os preços, segundo a Petrobras, continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%.

Por conta desse aumento, que só no estado de São Paulo chegou a mais de 22% em 2017, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), é preciso ficar atento ao mercado de botijões clandestinos.

Clandestinos

Em busca de preços mais baixos, muitas pessoas se arriscam a comprar botijões de revendas clandestinas, sem autorização da ANP para operar e que não cumprem requisitos de segurança. No entanto, basta um pequeno vazamento para transformar o botijão em uma bomba-relógio.

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP (Abragás), até o final de 2017, cerca de 200 mil revendedores ilegais de gás de cozinha operavam no Brasil: três vezes mais do que os autorizados pela ANP, que, até setembro deste ano, eram pouco mais de 70 mil.

“Muitas vezes, você pode encontrar um botijão mais barato exatamente porque não passou pelos processos da ANP, que tem padrões de segurança em relação ao lacre, estocagem, entre outros. Um botijão sem esse processo gera riscos para o consumidor, que pode acabar, por exemplo, levando um produto mais vazio ou até mesmo com grande risco de acidentes, principalmente quando estocados em locais inadequados. Por isso a importância de saber de onde vem o botijão”, alerta.

 

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