Lindoso diz que foi ameaçado, mas evita detalhes sobre pagamento de R$ 10 mil

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Foto: Ricardo Migliorini/CMO)

O presidente da Câmara de Osasco, Elisandro Lindoso (PSDB), disse nesta quarta-feira (25) que se sentiu ameaçado pela advogada Libânia Aparecida da Silva, presidente da OAB de Osasco e por seu marido, Carlos Gomes. No entanto, o parlamentar evitou dar detalhes sobre o fato de ter efetuado pagamentos anteriores à advogada, em sua primeira entrevista coletiva após o caso.

Libânia e o marido foram presos em flagrante, acusados de extorsão, após um jantar com o vereador em Araçariguama. O tucano procurou a polícia e afirmou que já teria pago a quantia de R$ 10 mil ao casal, que ameaçava entrar com representações contra ele se não recebesse novas quantias. Também havia o interesse em cargos comissionados, segundo a denúncia.

De acordo com Lindoso, ele pagou do próprio bolso.  “Tudo está no Boletim de Ocorrência,  mas vai ter investigação e o delegado falou para não falar sobre isso”, afirmou.

O parlamentar procurou a polícia de São Roque, onde disse ter gravações dos pedidos de dinheiro e, segundo o Boletim de Ocorrência, “não aceitando mais sofrer essas extorsões, procurou esta delegacia de polícia para relatar os fatos”.

Com as informações, a polícia fez uma campana em frente ao restaurante. Na saída, foi encontrado o valor de R$ 2 mil na bolsa da advogada. As notas foram xerocopiadas pela delegacia, que confirmou serem as mesmas que o tucano portava. Libânia inicialmente disse se tratar de honorários e depois que não viu quem colocou o envelope em sua bola. A OAB Osasco ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

APROXIMAÇÃO

Durante a conversa, Lindoso disse ter se sentido ameaçado ao ouvir de Libânia que ela teria ‘acabado’ com o vice-presidente da OAB da cidade, que seria um rival, e evitou detalhes sobre a questão de já ter pago R$ 10 mil. Afirmou que havia a ameaça de desgaste político.

“Se eu devesse alguma coisa não teria feito o que eu fiz. Está no BO, tem uma investigação. Nunca fiz isso, é meu primeiro mandato, não estou acostumado com esse tipo de coisa”, disse o vereador, que disse que tentava uma aproximação.

“Desde o começo sempre vinha o marido. Eu sentia como se ela fosse o cérebro e ele o operacional. O que imaginei, queria ganhar a confiança dele para que pudesse chegar até ela. E foi o que aconteceu ontem. Podia acontecer como podia não acontecer. Porque uma vez eu marquei e ela não foi”.

Lindoso também fez crítica ao fato da entidade ter protocolado ações contra a Câmara, fazendo uma comparação com os serviços da prefeitura.

“Eu me senti ameaçado. É muito estranho. Eu pensava muito quando ia para casa, estou fazendo tudo certo, tudo tranquilo, a cidade está o caos, faltando inúmeras coisas, falta medicamento, não tem uniforme, e a pessoa preocupada [com a Câmara]”.

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