Lapas rebate vereadores e diz que não está inelegível

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Ex-prefeito diz que votação dos parlamentares não terá efeito junto à Justiça Eleitoral (Foto: Pedro Godoy/Divulgação)

O ex-prefeito de Osasco, Jorge Lapas (PDT) se posicionou nesta quinta-feira (3) sobre a rejeição de suas contas pela Câmara Municipal. Lapas alega que os parlamentares fizeram um julgamento “político”, mas nega que a decisão o tenha deixado inelegível.

“A simples reprovação das contas não implica em inelegibilidade. Se estes vereadores consideravam que este caso estaria encerrado e a página virada, devem se informar melhor”, afirmou.

Os parlamentares aceitaram o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que pediu a rejeição pela não aplicação de 25% dos recursos na educação em 2013. Lapas argumentou que o recurso foi usado em programas relacionados à área, como o Recreio nas Férias e o Desfile de 7 de Setembro.

“Os vereadores que reprovaram as contas 2013 cometeram uma grande injustiça”, afirmou na nota divulgada por seu partido, o PDT. “É preciso destacar que em nenhum momento houve prejuízo ao erário público e improbidade administrativa”.

O ex-prefeito também citou que a diferença de 0,39% apontada pelo TCE é irrelevante e fez uma comparação com a atual gestão, de Rogério Lins (Pode). Segundo a nota, a atual administração alcançou 14,22% de gastos na educação até aqui, enquanto no mesmo período o governo do ex-prefeito estava em 30,94%.

“Isso demonstra que, provavelmente, a atual administração dificilmente alcançará o índice mínimo de 25% e, talvez, fique muito distante disso”, afirmou.

Julgamento político

Ele alfinetou a decisão dos vereadores. “Fica nítido que, ao reprovar as contas de um político, alguns vereadores acreditam estar tirando deste o direito de candidatura e, portanto, agem para eliminar um possível adversário. No lugar de um julgamento técnico preferem o político. Os projetos pessoais e de poder ganham importância, sobrepõem-se aos interesses da cidade e as injustiças acontecem”.

Lapas foi eleito em 2012 por ter sido o segundo mais votado. Na época, Celso Giglio (PSDB) recebeu 149 mil votos, mas foi considerado inelegível, por conta de uma decisão semelhante da Câmara Municipal.

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