Janeiro roxo: Brasil ainda é o 2º país com maior número de casos novos de hanseníase

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Apesar de ser uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase continua sendo um grande problema de saúde pública, principalmente aqui no Brasil: segundo país do globo que mais registra casos novos por ano, ficando atrás apenas da Índia. São, em média, 12,9 casos a cada 100 mil habitantes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A enfermidade é lembrada, especialmente, no começo do ano, com o Janeiro Roxo – campanha de conscientização, formas de prevenção e cuidado. A Lei Federal 12.135 de 2009 foi criada para aumentar a visibilidade acerca da doença e instituiu o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro.

A hanseníase, conhecida antigamente como lepra, é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Ela é capaz de causar lesões neurais e tem alto poder de incapacitar suas vítimas. Apesar de ter cura e o tratamento, além de gratuito, poder ser administrado em casa com supervisão periódica dos serviços de saúde públicos, ainda gera muito preconceito.

Barueri contra a hanseníase
Durante todo o ano são desenvolvidas ações de conscientização em Barueri por meio da Secretaria de Saúde em parceria com as demais Secretarias municipais. Atividades educativas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) por meio de grupos e palestras, bem como ações dentro das escolas são algumas delas. Além disso, iniciativas que visam a detecção precoce e o tratamento são ampliadas durante o mês da campanha.

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde de Barueri, a cidade registrou 10 casos de hanseníase em 2017, seis casos em 2018 e sete casos em 2019. Com relação a idade dos pacientes, os adultos (18 a 59 anos) são os mais afetados pela doença.

A rede de saúde do município dispõe de equipe multidisciplinar para atender os pacientes. É o caso dos serviços de infectologia, dermatologia, fisioterapia, psicologia, assistência social, oftalmologia, enfermagem, além de laboratório e farmácia, que disponibiliza todos os medicamentos necessários para o tratamento.

Sintomas
A hanseníase tem cura. É muito importante ficar atento aos sintomas para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, evitando, desta forma, que cause mutilações ou outras condições incapacitantes. Ao menor sinal, procure a UBS perto de casa. Todas as pessoas da residência devem ser examinadas quando um dos membros da família é diagnosticado com a doença. Logo no início do tratamento ela deixa de ser transmissível. O tratamento é à base de Poliquimioterapia, que é uma associação de antimicrobianos recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo orientações do Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas incluem manchas esbranquiçadas avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor ou ao frio), tátil e à dor, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas; áreas com diminuição dos pelos e do suor; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés; diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas articulações; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; e ressecamento nos olhos.

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