Estudante promove alfabetização de funcionários em colégio de Alphaville

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Beatriz Gau, de 16 anos, da Escolas Castanheiras, desenvolve projeto desde agosto de 2018. (Foto: Divulgação)

Um projeto social tem mudado a vida de funcionários da Escola Castanheiras, em Alphaville. Por meio do Núcleo Criatividade Ação e Serviço (CAS), a aluna Beatriz Gau, de 16 anos, que atualmente está no 2º ano do Ensino Médio, está oferecendo aulas de alfabetização para funcionários da unidade escolar.

A estudante começou em agosto de 2018 a dar três aulas semanais para Celson Martins Filho, 48, auxiliar da limpeza da escola que aos poucos retomou o contato com a escrita e a leitura. Segundo a jovem, ela teve boas surpresas logo no início.  “Eles entendiam a lógica dos fonemas e conseguiam formar sílabas, mas não corretamente. Então, para ensiná-los, eu primeiro tive que aprender a lógica deles”, Beatriz, que no ano passado tinha dois funcionários como alunos.

Celson conta que no começo era um pouco desconfiado de um eventual processo de alfabetização. “Eu pensava no ditado de que, ‘em cavalo velho não nasce mais dente’”. Mas hoje se diz satisfeito com o aprendizado e é categórico ao afirmar que, “mesmo que saia da empresa, não deixará de frequentar a escola”. E já pensa em cursar a faculdade.

O interesse de Beatriz por ensinar e aprender começou cedo. “Eu sempre ajudei meus colegas com aulas de reforço, mas ensinar alguém a ler e a escrever é muito desafiador. Porque eu não lembro como eu aprendi”, disse.

Uma das atividades foi o aprendizado da escrita expressões da cidade de Maravilha, em Alagoas, onde Celson nasceu. Bia contou diz que já vê grandes avanços surgirem a partir dos seus ensinamentos. “Em um mês trabalhamos com parlendas e com a leitura de livros infantis que os funcionários puderam ler para os netos”, contou Beatriz.

Futuro

A estudante ainda não sabe o que vai prestar no vestibular no próximo ano. A indecisão, no momento, está em torno das carreiras de advocacia e medicina. “ Não tenho nada certo, mas sei que também pretendo continuar na área do ensino, de repente, atuando como professora de faculdade”, explica.

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