Cobrança de taxa por religação de água e energia pode ser proibido

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De acordo com os senadores, há uma lacuna na lei. Sem norma, há espaço para abusos por parte das empresas concessionárias, punindo indevidamente o consumidor, sobretudo os mais pobres. (Foto: Divulgação)

Um projeto de lei que foi aprovado na última terça-feira (21) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, proíbe que concessionárias de serviços públicos, como as fornecedoras de água e energia elétrica, cobrarem taxas ou tarifas dos consumidores para religar ou restabelecer o serviço.

Segundo o autor, senador Weverton (PDT-MA), há uma lacuna legal na Lei de Concessões a respeito do restabelecimento de serviços públicos após a interrupção por falta de pagamento. Sem norma, há espaço para abusos por parte das empresas concessionárias, que cobram taxas de religação, sem amparo legal e punindo indevidamente o consumidor, sobretudo os mais pobres.

O relator, senador Mecias de Jesus (PRB-RR), lembra que a retomada do serviço tem sido regulada por normas infralegais, a cargo das agências reguladoras. As empresas se amparam no Código de Defesa do Consumidor, alegando a necessidade de buscar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos como justificativa para as cobranças, já que desligar o serviço por inadimplência gera um custo. Estados e municípios tentam regulamentar o assunto em âmbito local, e todo o quadro de incertezas tem levado a disputas e decisões conflitantes na Justiça.

Entretanto, lembra o relator, é a União que tem competência privativa para legislar sobre águas e energia. O projeto elimina a incerteza jurídica reinante e protege as partes mais vulneráveis das relações contratuais envolvidas, segundo Mecias.

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